Entre os dias 06 e 16 de abril tive a felicidade de participar do curso Desenvolvimento Ágil para Web 2.0 com Ruby on Rails na Caelum. Eu digo felicidade, pois o curso foi muito bom.
Eu sou bastante chato e seletivo em relação a cursos de informática. Na verdade, todos os cursos que fiz até hoje, sempre foram pagos pela empresa que eu trabalhava no momento. Eu sempre preferi um bom livro a contratar um curso.
Mas esse realmente foi diferente. Posso até dizer que foi o melhor curso que participei até então (talvez também porque eu não tenha participado de muitos).
O curso foi ministrado pelo Fabio Kung, que tem uma ótima didática e se mostrou ser um “fuçador” assim como eu. Só para você ter uma idéia, o cara fica fuçando código de compiladores. Acho que ele vai acabar criando um.
O que mais me chamou a atenção do curso vai a ênfase em mostrar como as coisas funcionam por trás dos panos. Toda a “mágica” do Rails foi dessecada e no final das contas o “ator principal” do curso foi o Ruby e não o Rails. Metaprogramação, duck typing, syntax sugar, missing method, mixins, programação funcional, “the Ruby way”, tudo isso foi mostrado de forma clara e entendível, o que tornou muito mais interessante o aprendizado.
Até então, o contato que eu tinha com Rails era um pouco com a sensação de pisar em ovos. Por exemplo, eu sabia como as validações no ActiveRecord eram usadas, mas não sabia como aquilo realmente acontecia. Depois de entender o dinamismo do Ruby, a coisa ficou totalmente clara. Em vários momentos do curso acendeu aquela luzinha do professor Pardal em cima da minha cabeça, com idéias do que eu posso fazer com o poder que o Ruby me oferece.
Agora já consigo vislumbrar um vasto número de possibilidades utilizando Ruby. Entender como as coisas realmente funcionam no Ruby é fundamental para aprender Rails.
É claro que, chato como sou, também não gostei de tudo no curso. A parte que não me agradou foi a utilização do Aptana RadRails como ferramenta de desenvolvimento. Na minha opinião, não deveria ser utilizada nenhuma IDE no curso, apenas um editor de texto. Mas o Fabio Kung deixou livre para que os alunos optassem pelo editor de texto ou a IDE. No final das contas ele preferia que usássemos o editor de texto.
Eu recomendo o curso a todos que queiram aprender Ruby on Rails e que pretendem ir além do básico. Que não querem ser mais um “programador usuário” de frameworks de mapeamento objeto-relacional. Você pode fazer muito mais além do que o Rails tem a oferecer. Quando a ficha cair, você vai parar de usar scaffold e vai descobrir que a mágica do Rails não é tão mágica assim, mas sim é mais um ótimo uso dos poderosos recursos de uma linguagem com tipagem dinâmica, como o Ruby.
Ah, e o meu obrigado à Locaweb que ofereceu o curso para mim e para minha equipe.
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